O Médico

Fiquei sabendo das peripécias da Maria Flor. Ela veio aqui falar com vocês, não foi?! Gostaram?! Fiquei sabendo que ela deixou duas receitas fantásticas para vocês experimentarem… só acho que ela não precisava ter dado a entender que eu fui NAQUELE médico! Não é?!

Bem, o Doutor disse que estou bem, o colesterol tá em dia, o ácido úrico também, apesar da alimentação com bastante proteína animal… depois ele me recomendou exercícios. Mas até aí todo médico fala, não é?!

O ruim mesmo são os rituais dos exames. Primeiro a vergonha de entregar os materiais de coleta que fazemos em casa. Para coletar a urina, temos que fazer o maior esquema de mira para acertar o potinho sem molhar fora ou derramar. E o número dois… bem… sem comentários! Ao chegar no laboratório, eles falam para colocar o nome, mas qual nome? O meu ou do material?

Depois é a hora do exame de sangue, onde temos que ficar oito a doze horas sem comer, só na água. Então comemos o que pudermos antes do exame para aguentar firmes que nem uma rocha… mas aí, no laboratório, a enfermeira faz o favor de estourar as nossas veias dos braços.

Outro exame chato é o de ultrassom… primeiro você tem que se entupir de água. Depois você tem que reclamar que está com a bexiga cheia para ser levado a uma sala, e ser coberto na barriga por um gel gelado. Quando o operador do equipamento chega, ele ou ela ficam cutucando a sua barriga, ou qualquer outra coisa que o médico mandou verificar… e com a bexiga cheia, você tem que tomar cuidado para não se transformar num chafariz de praça. E finalmente o exame acaba e você tem que se limpar do gel antes de ir no lavabo. E então o alívio acontece.

Os dias passam, os exames saem e temos que ir naquele profissional que passou dez anos da vida estudando para tirar um diploma. E os exames acabaram?! Claro que não… porque nessa hora que o ruim fica pior. Porque o médico bota a gente na maca, às vezes de lado, às vezes com a barriga para cima. E aí vem o diferencial… há dois tipos de médico, os que constrange e faz o paciente andar torto por dois dias, e o que constrange e ainda introduz uma câmera para assistir o que está acontecendo dentro do paciente. E todos assistem porque ele faz questão de mostrar para você!

É… nós homens somos um bando de BUNDÕES. Porque é importante fazermos esse exame todos os anos, e em vez disso ficamos reclamando ou fugindo. E é por isso que as Mulheres vivem mais, porque elas não tem medo de ir ao médico e de fazerem os exames… e há exames que elas fazem que são péssimos. Eu sei porque vejo a minha Patroa reclamar sempre que volta dos laboratórios. Elas são Guerreiras, e nós um bando de chorões. Apesar da minha choradeira, fiz minha parte!

Foi engraçado voltar depois para o Bar Uky… todos os garçons davam tapinhas nas minhas costas e me olhavam como se fosse um sobrevivente de alguma catástrofe natural… ou de algum armagedom nuclear sem sobreviventes. Já o Tonhão… não é que ele me levou um tortinha de maça na minha sala. Chegou dizendo:

– Ô, patrão, sei que seu dia foi difícil… para o senhor.

É, agradeci a gentileza:

– Obrigado, Tonhão… não precisava.

Ele balançou a cabeça, e saiu o mais rápido possível… já a Maria Flor, ficava admirada quando eles vinham falar comigo e depois ela ficava com cara de paisagem, e foi assim até o final do dia.

Imagem Gerada com IA

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