Mais uma sexta-feira chegou, o dia mais curto da semana e depois dela vem o sábado, o dia mais longo da semana… entenderam o conceito? O pessoal do escritório sai lá pelas sete da noite, então teve início o sábado, geralmente eles não trabalham de sábado, então, teve início o final de semana.
E o Bar Uky está cheio… porque fizemos o Septemberfest… a preparação para o Oktoberfest… tenho as canecas de um litro de chopp usadas no ano passado, então as utilizarei nesta sexta. Mas antes eu conversei com os fornecedores de chopp, e agora ele não para de sair… tem gente bebendo do lado de fora do bar! Até o Marião da pastelaria apareceu aqui com a sua família. O Carlos, que é o engenheiro, me trouxe uma lâmina de comunicação, com um robozinho de um metro e sessenta:
– Tá aí, Seu Arthur, o nosso ajudante doméstico!
– Como é que é? – peguei a lâmina de papel e dei uma olhada, ele carregava compras, caixas e varria o chão – Finalmente… pensou um garçom ou mesmo um cozinheiro! Quanto que ele sai?
– É, ele está meio salgado.
– Meio salgado? Quanto?
– Cem mil Dinheiros!
– COMO?! É… vai demorar para eu ter um desses!
– Por que o senhor não faz um leasing?
– Melhor não… vou esperar um pouco.
E o garçom, de carne e osso, pegou o pedido… voltei para o caixa e vi no balcão duas figurinhas tarimbadas, Jeberitti e Marquinhos, eles estavam sentados e bebendo. Jeberitti estava tomando uma cachacinha, daquelas fortes; e Marquinhos estava com um refrigerante olhando preocupado para o coroa:
– Olha só quem está aqui!
– E aí, Seu Arthuri, tudo bem com o senhor?
– Tudo, Jeberitti, você não teve mais problemas?
– Não tive… não vou mais na clínica… sabe o que fico triste daquilo tudo?
– Não sei, o que?
– O Dr. Hilário não contou uma piada sequer para mim!
– Piada? Sabe que você quase virou uma, não foi?
– Foi, Seu Arthuri… mas o homem poderia viver melhor humorado, não é?!
– Jeberitti, cada um é cada um… não vai comer nada?
– Já pedimos umas coxinhas… – isso é bom!
– Marquinhos, você não bebe? – perguntei me virando para ele.
– Não bebo, Seu Arthur… e obrigado por aquele dia!
– Não foi nada.
Olhei para a entrada, e vi um casalzinho bonito entrar… eu sei o nome do rapazinho! Ahhh, é o meu xará, o Artur, ele se aproximou com uma mocinha bonita ao lado dele. Eu acenei e ele veio, com ela ao seu lado:
– Boa noite, Sr. Arthur!
– Fala, rapaz… trouxe a linda para um passeio?!
– Trouxe, mas a casa está cheia, não é? Aliás, o nome dela é Sofia.
– Sim, está um pouco cheia… vocês não querem ficar no balcão? Aliás, seja bem-vinda, Sofia!
– Obrigada, Sr. Arthur.
– Sim, vamos fazer isso! – e o casalzinho simpático sentou no balcão, afastados do Jeberitti e do Marquinhos.
Está tão cheio… que a Maria Flor está dando uma força para o Tonhão, enquanto Malvino não parava de olhar na casa e na rua… foi então que ela chegou, e algo engraçado aconteceu, uma mesa liberou para que ela sentasse… ela, no caso, é a Serena, e assim que sentou, três garçons colaram para pegar o pedido dela… e olha só, ela pediu uma tulipa de chopp, acompanhado dos sanduichinhos de ricota e peru. Ela acenou assim que me viu olhando para ela… eu acenei de volta.
O movimento foi começar a baixar depois das dez da noite… e aconteceu uma coisa engraçada a Vidente Aline apareceu por aqui… e deixe-a fazer previsões para o pessoal que ainda estava bebendo… e ela se aproximou de Serena, que não aceitou mas agradeceu. Mas Aline insistiu e Serena recusou novamente, e só ouvi ela dizer:
– Aline não é necessário… aliás, você deveria voltar e terminar a faculdade. Vai ser melhor para o seu futuro, até quando você vai trabalhar à noite? Aliás, pare de sustentar aquela coisa que você chama de namorado!
Aline, arregalou os olhos e saiu de perto de Serena… cinco minutos depois, Maria Flor conversava com Serena e Aline estava ao meu lado, onde Malvino costuma ficar:
– Seu Arthur, quem é essa moça? Ela parece um monstro!
– É a Serena, ela é um amor de pessoa!
– Não… mas ela falou algumas coisas para mim…
– Imagino que sim… não me pergunte como ela faz, porque simplesmente acontece. E se ela disse, é melhor você fazer.
Aline ficou ali com um misto de ficar ou correr, e eu pensando no estoque para o sábado e a segunda-feira.
Nota do Autor:
Olá, pessoal… olha eu aqui de novo!
Estou aqui para informar que darei um tempo com o Bar Uky… apesar do blog completar UM ANO! Sim, o primeiro texto saiu no dia 22 de setembro de 2025… exatamente há um ano atrás, foram cinquenta e três (53) crônicas que saíram religiosamente todo começo de semana, quem leu, leu. Quem não leu, tá aí para ler, vai demorar para eu tirar do ar. Eu mentiria se dissesse que não me diverti… me diverti e muito! Eu criei o blog para expandir o universo do meu livro Histórias Bizarras de Primeiro Grau. E alguns textos trazem easter eggs de outros textos que eu criei e não publiquei, ainda…
… estou dando um tempo para estudar outros métodos de contar as histórias.
É isso…
… até outro dia!

Imagem Gerada com IA
