Alimentos 2.0

Olá, tudo bem?! Vocês não sabem quem apareceu aqui: O Dário da En-Hed… veio conversar da YEAHH depois da última que aprontaram. A Cooperativa processou a corporação, e parece que a vitória será para os meus amigos. E o meu chegado veio aqui para dar uma desabafada, contar das mentiras que a YEAHH solta no mercado e dos problemas internos que isso gerou para ele e a diretoria da En-Hed… como, por exemplo, o desligamento de alguns cooperados ou alguns fornecedores interromperam o fornecimento. Mas isso agora é passado…

… eu e o Dário estávamos sentados no salão, eu estava com o meu chá de hortelã, e ele estava com cappuccino. Tomou um gole da bebida láctea com seu teor de cafeína e açúcar, quando soltou:

– Você não sabe quem eu conheci na última Feira do Alimento… um bioengenheiro de uma empresa aeroespacial.

– Legal… e o que ele falou de interessante?

– Ele me falou de uma pesquisa para produção de alimentos nas estações espaciais, e estão avançando em duas frentes… uma é com duas espécies de algas e a outra com batatas.

– Mesmo… e como isso vai impactar aqui para nós?

– Não entendi como isso vai impactar a gente… mas deu a entender que os astronautas ficarão autossuficientes em alimentos na sua estação na órbita do planeta.

– Mesmo?! Não me parece muito apetitoso! – falei com um misto de asco com dúvida.

– É, eu também duvidei até ver o projeto deles… o das algas, elas ficam em tanques com água e iluminação de led, elas ajudam a reciclar o ar e viram comida depois. O projeto das batatas é mais complicado. Eles precisaram de um compartimento que simula gravidade usando força centrípeta. E depois quando as culturas estão aptas para virarem alimento, são cozidas para depois virar uma pasta.

– É… como eu disse, não parece muito apetitoso! – estou falando o que eu acredito, porque realmente não parece nada agradável.

– Eles fizeram uma amostra para nós experimentarmos… o da batata foi interessante, eles fizeram um hambúrguer malpassado para nós, até tinha suculência nele. Já as algas, pareciam mais como um purê, com um gosto meio esquisito. E quando perguntamos o porquê daquele gosto, eles responderam que o processo de aromatização ainda estava em evolução, que as algas são amargas, e estão estudando formas melhores para tirarem o amargor.

– É… eu achei interessante o esquema das batatas, o hambúrguer era bom?

– Sim, era bom… parecia que havia sido feito numa hamburgueria de verdade, com carne de verdade… nem pareceu aquelas coisas esquisitas da YEAHH!

– Isso já ajuda, e já ganha ponto comigo! – falei um pouco mais convencido – Mas há data de lançamento?

– Não… foi uma demonstração na feira mostrando um novo tipo de agricultura para um novo tipo de alimento.

– É… parece coisa daqueles filmes de ficção-científica.

– Você tem razão, parece mesmo… mas foi interessante experimentar.

Deve ter sido mesmo… bom para o Dário, só espero que daqui a um tempo eles não apareçam no mercado com algum produto esquisito, feito no espaço com alguma mutação adversa que possa fazer mal.

Sei que estou exagerando… mas não duvido de mais nada. Principalmente depois que tive que jogar fora uma chapa inteira só porque fritamos um maldito hambúrguer da YEAHH Foods.

Imagem Gerada com IA

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