A Festa do Oktoberfest

É… o Oktoberfest é passado! Vocês lembram que eu disse que eu e alguns vizinhos fomos na prefeitura para fechar a rua por dois dias e meio, então, foi muito BOM. Vendemos muita cerveja, muito petisco e não foi só isso, comidas tradicionais da festa, refrigerantes e água, tortas de maçã com sorvete, e muito mais… mas pera aí, vamos fazer direito, vamos pro início:

Sexta-feira, depois do almoço, lá pelas três da tarde, o meu pessoal já estava com o uniforme. E enquanto os clientes do almoço saíam, a minha equipe colocava a decoração, que não era difícil de instalar… alguns cartazes, cordinhas com bandeirolas e decoração de mesa com a marca do nosso patrocinador, a Ruhmesbier. Na rua, eram armadas tendas para venda de comida, quiosques eram preparados para vender não só petiscos, mas lembranças e outros tipos de bebidas, como, por exemplo, hidromel e licores, funcionários da prefeitura colocaram mesas com bancos para o pessoal poder sentar e comer, algumas guaritas para o pessoal da segurança, e o mais importante para uma festa desta magnitude… banheiros químicos. Lá pelas quatro e meia da tarde, dava para escutar os músicos testando os equipamentos de som. Uma hora e meia depois, o pessoal dos escritórios em volta já estavam aparecendo, vendo as novidades para decidirem onde que ficarão… e às seis e meia, os caminhões de cerveja chegaram. A equipe de promoção da Ruhmesbier já estava por lá para arrumar tudo, colocaram duas mesas, ao lado para as canecas plásticas de meio e de um litro. A coisa começou a ficar agitada depois das sete da noite, vedemos muita salsicha, eisbein e chopp, e quando a coisa acalmou, tive que contar meu estoque, para encaminhar um pedido de compra para os meus fornecedores e assim eles poderão entregar antes das onze da manhã… é, já são duas da manhã, podemos ir para casa.

No sábado, excepcionalmente, abri às sete, e os fornecedores começaram a entregar após às oito, o pessoal da cozinha trabalha a todo vapor para deixar tudo pré-preparado para o transcorrer da festa… e ao meio-dia, o público começou a chegar, que é composto por famílias… com seus papais, mamães e os filhotes… muitos avós apareceram também, ficavam com os olhos arregalados ao ver a caneca de um litro cheia, alguns dividiam o seu líquido precioso, outros enfrentavam-na sozinho. Muitos adolescentes aproveitavam para dar uma escapada das suas famílias para encontrarem os amigos… e olha só quem apareceu por aqui! Minha cunhada com meus sobrinhos, os dois estavam felizes:

– E aí, molecada, estão gostando do passeio?

– Sim, tio, a gente não parou de comer! – respondeu o pequeno Breno.

– É mesmo? O que vocês mais gostaram de comer?

– Ahhh, o cachorro quente! – respondeu o pequeno Bruno.

– Claro que foi! Vocês querem alguma coisa do tio?

– O senhor tem Yeahh-Cola? – pergunto o Breninho.

– Ihhh, rapaz, não vendo essa bebida. Tenho chá gelado com pêssego, tudo bem?

– Sim, tudo bem. – respondeu o Bruninho.

Olhei para a minha cunhada e perguntei:

– Aceita uma garrafinha de chá, Daniela?

– Não, obrigada, para mim pode ser água. E para eles, somente uma garrafinha de chá.

Beleza… quem sou eu para falar “não” para uma mãe, peguei uma garrafa de cada e servi os três, os dois meninos foram ao toalete e perguntei quando voltaram:

– Para onde vocês vão agora?

– Nós ainda queremos brincar! – respondeu o Breninho.

– Então vocês vão brincar em casa, já está ficando tarde. – falou Daniela.

– Ahhh, mãe! – reclamou Bruninho.

– É, crianças, é bom obedecer a mãe de vocês! – é está ficando tarde para elas.

– Quanto que a gente deve, Arthur?

– Não deve nada, Daniela… como é que está o Adriano?

– Está bem… lá na taverna com o seu pai.

– Legal, manda um abraço para ele.

O público começou a mudar depois das seis da tarde, eram grupos de adultos, com até doze integrantes, e sem crianças, vieram para curtir a cerveja, a música e a noite… lá pelas oito horas da noite, um segurança sentou no meu balcão e pediu água, aproveitei e perguntei:

– E aí, rapaz, como estão as coisas na rua?

– Até que estão bem, um ou outro bêbado que está incomodando. E por enquanto ninguém passou mal por causa da bebida. – respondeu o rapaz.

– É, a noite ainda não acabou.

– O senhor tem razão… mas estamos atentos.

Servir um salgado de cortesia para ele, por fim, falei que ele não precisa pagar a água, ele agradeceu e voltou para a rua.

Percebi perto das onze da noite que o pessoal já estava indo embora. E depois das onze, teve início a limpeza noturna, e foi nesse instante que passaram duas macas na frente do bar… minutos depois elas passaram novamente na direção contrária, e o segurança da água e salgado estava logo atrás dela. Mais um tempinho depois ele apareceu aqui dizendo:

– É chefe, o senhor, estava certo… a noite ainda não havia acabado!

– E o que aconteceu?

– É… beberam demais.

É por isso que é bom comer e intercalar água entre uma cerveja e outra.

DOMINGO, o último dia de festa. Um funcionário da Ruhmesbier apareceu por aqui, lá pelas dez da manhã, perguntando se o bar precisava de mais barris de chopp… sim, precisava. E este dia foi meio um repeteco do sábado, a diferença é que depois das cinco da tarde começou a ter grupos com até cinco adultos e bebedores solitários. Vi mais macas de ambulância, mais gente teve que tomar glicose na veia. Depois das dez, já estava com cara de fim de festa, e o pessoal do chopp passou deixando um monte de canecas sem uso com a gente, então começamos a fechar perto das onze e meia da noite, mas antes… uma rodada de chopp para todo mundo que trabalhou nesses dois dias e meio.

Nesta segunda, tenho duas tarefas para fazer, uma é organizar a folga do pessoal durante a semana que está entrando, porque foi puxado, para todo mundo. Segundo fazer as contas de quanto o Bar Uky ganhou neste fim de semana, porque eu tenho algumas reformas para fazer.

Imagens feitas por IA

Deixe uma resposta

Rolar para cima